quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Devemos falar de quem é a culpa

por *Eduardo Banzato

Resultado de imagem para ilustração de trabalhador brasileiro antonio e mariaNo Brasil, é muito confortável colocar a responsabilidade dos nossos baixos índices de produtividade nas costas dos trabalhadores. Os “Intelectuais”, que geralmente possuem grande espaço de mídia, vivem afirmando que a produtividade do trabalhador brasileiro é baixa. É só observar as manchetes e você verá: “A produtividade por trabalhador no Brasil não cresce desde 1980”; “Brasileiro tem baixa produtividade”; “The Economist diz que brasileiro é improdutivo'’. Mas o que será que se sabe, de fato, sobre a produtividade do trabalhador brasileiro?
Às vezes, me pergunto: “será que todos os “intelectuais”, que muito estudaram, já tiveram a oportunidade de estar ao lado daquele que é denominado “trabalhador brasileiro”?”
Será que eles não poderiam se colocar no lugar destes 2 trabalhadores brasileiros, Antônio e Maria...
  • o Antônio, um trabalhador brasileiro que atua como ajudante na distribuição de um grande varejista, há mais de 20 anos. Acorda às 4h da manhã e segue para o trabalho. Antes das 6h já iniciou o carregamento do veículo (caminhão). Faz a amarração dos volumes no baú com todo o cuidado para não danificar os produtos, confere toda a documentação e segue para o seu dia de trabalho, onde realiza 95% das entregas para diferentes clientes, retornando ao Centro de Distribuição, ao final do dia, com sentimento de missão cumprida.
E a Maria, uma trabalhadora brasileira que, durante 10 anos, acorda às 5h e segue para a fábrica, diariamente, com o objetivo de realizar o seu trabalho em uma célula de produção. Muitas vezes seu supervisor a incentiva a superar seu desempenho, pois o mesmo estava pouco abaixo da produtividade esperada e com um pouco de esforço ela consegue atingir. Bem, agora, infelizmente, a Ana Maria está desempregada, batalhando duro por uma nova oportunidade.
Agora imagine ao final do dia, o Antônio e a Maria, cansados, chegando em casa e escutando no noticiário um destes “intelectuais” dizendo: “...o fato é que a produtividade do trabalhador brasileiro é uma das mais baixas no mundo”. Imagine como eles se sentem. Será que esses “intelectuais” não poderiam divulgar estes fatos de maneira diferente?
Eu ficaria muito mais à vontade se os “intelectuais” deixassem bem claro que a baixa produtividade operacional é consequência direta da péssima gestão de nosso Estado. Existe uma transferência de responsabilidade do “Estado Improdutivo” para o “Trabalhador Improdutivo”.
Vejam alguns fatores críticos e como o Estado Brasileiro, com sua incompetência, lentidão e gestão fraudulenta é responsável pela baixa produtividade do "trabalhador": 
Tecnologia: acesso a determinadas soluções podem aumentar muito a produtividade operacional de qualquer operador, mas no Brasil, o trabalhador tem que se superar muito mais que em outros países, pois aqui o Estado é lento para decidir, além de organizar esquemas que dificultam a utilização da tecnologia e ainda assegurar legalmente que entidades sindicais trabalhem contra a produtividade.
Legislação e Justiça trabalhista: em relação a outros países, a nossa legislação e nossa justiça são uma piada! Alguns “intelectuais” aqui destacam os direitos conquistados, mas não possuem a mínima capacidade de enxergar o todo. O Estado Brasileiro é um “elefante branco” que não mais consegue reagir à dinâmica mundial.
Infraestrutura e Logística: boa parte da baixa produtividade operacional vem de nossa péssima infraestrutura. Por que motoristas de caminhões perdem tanto tempo em estradas? Por que operadores em linhas de produção ficam parados por falta ou atrasos de fornecimento? Enfim, aqui nosso Estado consegue a façanha de se manter, há muitos anos, sem capacidade de investimento em infraestrutura, pois os desvios e má gestão são tão grandes, que o próprio Estado perdeu o controle da gestão de tantos esquemas.
Burocracia: o que para alguns países é uma vantagem competitiva, no Brasil o Estado cria dificuldades para cobrar pelas facilidades. Isso já é cultural e o Estado assegura uma legislação tão confusa, que nenhuma empresa, mesmo que queira, consegue trabalhar como se deve, pois não está claro o que deve ser feito.
Mobilidade Urbana: O Estado, embora invista em um dos mais caros sistemas de transporte urbano do mundo para facilitar o ir e vir do trabalhador, possui um dos piores sistemas também. Resultado da incompetência e corrupção que acaba limitando todos os investimentos nesta área. E o trabalhador, investe horas para chegar ao trabalho e tem que se superar para competir com operadores de outros países.
Educação e Qualificação: Aqui, o modelo de gestão se repete... o Estado estabelece um orçamento ridículo para a formação educacional e profissional, remunera pessimamente os professores e as empresas acabam recebendo profissionais despreparados. Além disso, o Estado promove crises que aumentam a rotatividade (turnover), o que também dificulta a absorção de conhecimentos pelo trabalhador.
E o Trabalhador?
Esse tem que se superar todos os dias, pois precisa sustentar não só a sua família, mas principalmente o Estado Brasileiro.
É por esse motivo que gostaria que os “intelectuais” deixassem de dizer que o “trabalhador brasileiro é improdutivo” e começassem a destacar que é o Estado Brasileiro que possui uma das piores produtividades no mundo.
Sim, são vocês do Executivo, do Legislativo e do Judiciário os responsáveis diretos pela nossa baixa produtividade e não os trabalhadores.

*Eduardo Banzato é diretor do grupo IMAM, que há 37 anos atua na área editorial, de consultoria e treinamento em logística

Devemos falar sobre corrupção com nossas crianças

Resultado de imagem para ilustração de crianças

Joyce Capelli, Diretora Executiva e Presidente da Inmed Brasil
Em nossa organização da sociedade civil, lutamos muito para formar cidadãos brasileiros saudáveis, com melhores oportunidades para o futuro. Dedicamos total atenção aos bons hábitos de saúde, de higiene, de educação. Mas, atualmente, um novo elemento vem ganhando destaque no universo do preparo infantil para o futuro: a educação sobre ética e cidadania.

Qualquer criança brasileira, nos últimos meses, ouviu em casa, na televisão, no rádio, nas mídias ou em encontros sociais, conversas sobre corrupção, roubo de dinheiro público, falta de vergonha dos políticos etc e tal - assuntos quase sempre acompanhados por palavrões e ofensas aos praticantes da roubalheira pública. Mas reclamação sem explicação não leva a lugar algum.

Pois bem, com minha experiência na direção de organização da sociedade civil, que desde 1993 trabalha com saúde e educação por todo o território nacional, vejo este como um bom momento para dedicarmos mais atenção à educação de nossas crianças sobre o tema corrupção e principalmente sobre ética e cidadania. Se quisermos modificar o futuro e apostarmos no desenvolvimento do nosso País, o caminho é educar meninas e meninos.

Esse momento de tantas denúncias e exposição de políticos e empresários que roubam ou lucram em cima da exploração do povo brasileiro abre a oportunidade de falarmos com nossas crianças sobre ética, sobre o respeito com o que é nosso e também com o que é do outro.


Devemos ensinar às nossas crianças sobre valores, explicar que não roubamos, não pegamos o que não é nosso. Aquilo que se pede emprestado tem que ser devolvido. É errado se apropriar de algo que não é seu, aproveitar um direito que não é seu, como, por exemplo, estacionar em vaga de deficiente ou consumir algo e não pagar.

A respeito das notícias que tanto aparecem nos meios de comunicação e as discussões dos adultos, podemos aproveitá-las para mostrar que não se pode concordar e se acomodar com a situação atual e com as coisas como estão (e são); que a mobilização pacífica pelos nossos direitos é algo fundamental, que deve ser praticado desde cedo.

O brasileiro, cultural e historicamente não se mobiliza rapidamente por questões políticas e ideológicas. Há a crença popular de que ‘dias melhores virão’, só que a realidade tem provado que não é assim. Sem educação a respeito de ética e valores - pilares uma para política saudável – nada mudará no Brasil. Os adultos de hoje tem que agir e se tornar exemplos para os adultos de amanhã.

Professores, pais e responsáveis precisam disseminar o hábito de nossas crianças questionarem o que não entendem para terem condições de entendê-las e opinar sobre o que veem e ouvem sem reproduzir simplesmente o que os mais extrovertidos e impositivos pregam.

Combater a corrupção significa passar de uma cultura de sigilo e impunidade para uma cultura de transparência e capacidade de resposta.

Nossas garotas e os nossos garotos têm que aprender sobre o que podem fazer para gerar mudança. Com esta semente, é possível germinar a troca de pontos de vista, a consequente união de grupos de pessoas com uma mesma ideologia e a formação de novas lideranças sociais e políticas realmente honestas...

Precisamos formar uma nova geração de pessoas que dirijam o País com honra e dignidade, tendo, do outro lado, uma nação de cidadãos atentos e críticos

Alergia ocular pode ser confundida com conjuntivite infecciosa

Tema está na grade do Congresso de Alergia
#congressoalergia2017

Os ácaros de poeira e pólens de gramíneas são os principais responsáveis pela alergia ocular, que atinge cerca de 20% da população. Mas há um grupo mais propenso a desenvolver a doença. São as pessoas que já têm algum outro tipo de alergia, como rinite, asma e dermatite atópica.

Esse é um dos temas que será abordado durante o XLIV Congresso Brasileiro de Alergia e Imunologia, que será realizado em Belo Horizonte, entre os dias 21 e 24 de outubro.

Entre os sintomas da alergia ocular estão: prurido ocular, hiperemia de conjuntiva (olhos vermelhos), lacrimejamento e sensação de areia nos olhos. O diagnóstico é clínico e envolve testes alérgicos e de provocação conjuntival para identificar a causa. É comum o paciente confundir alergia ocular com conjuntivite infecciosa.

“O controle ambiental é muito importante para evitar que poeira e ácaros se acumulem na casa. O alívio dos sintomas pode ser obtido com o uso de anti-histamínicos orais ou tópicos. Corticoides tópicos devem ser usados com cautela, pelo risco de glaucoma. A imunoterapia (vacina para alergia) específica para o alérgeno traz o controle da doença. Evitar também a exposição ao alérgeno conhecido é a forma efetiva de prevenção”, explica o Dr. Herberto José Chong Neto, diretor da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI).

Amamentação pode proteger contra dor crônica após cesariana


A amamentação por mais de 2 meses protege contra a dor pós-cesariana crônica, com um aumento de três vezes no risco de dor crônica se a amamentação for mantida somente por 2 meses ou menos


A amamentação, após uma cesariana, pode ajudar a administrar a dor após a cirurgia. Mães que amamentaram seus bebês durante pelo menos 2 meses após a operação apresentavam três vezes menos probabilidade de sofrer dor persistente, em comparação com aquelas que amamentaram por menos de 2 meses, de acordo com uma nova pesquisa apresentada no Congresso Euroanaestesia, deste ano, em Genebra.

As cesarianas representam cerca de um quarto de todos os nascimentos no Reino Unido, EUA e Canadá. A dor crônica (que dura mais de 3 meses),  após a cesariana, afeta 1 em cada 5 mães. É amplamente aceito que o leite materno é a nutrição mais importante e adequada no início da vida, e a OMS, o Departamento de Saúde do Reino Unido e o Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA recomendam a amamentação exclusiva até os 6 meses de idade. “Mas até agora, pouco se sabia sobre o efeito da amamentação na experiência de dor crônica das mães após a cesariana”, afirma o pediatra Moises Chencinski, criador e incentivador do movimento Eu apoio leite materno (#EuApoioLeiteMaterno). 

O estudo, de Carmen Alicia Vargas Berenjeno e colegas do Hospital Universitário Nossa Senhora de Valme, em Sevilha, Espanha, incluiu 185 mães que foram submetidas a uma cesariana no hospital, entre janeiro de 2015 e dezembro de 2016. As mães foram entrevistadas sobre os padrões de aleitamento materno e o nível de dor crônica no local cirúrgico, nas primeiras 24 e 72 horas após a cesariana, e novamente 4 meses depois. Os pesquisadores também analisaram o efeito de outras variáveis ​​sobre a dor crônica, incluindo técnica cirúrgica, dor nas primeiras 24-72 horas, educação, ocupação materna e ansiedade durante a amamentação.

Quase todas as mães do estudo (87%) amamentaram seus bebês, com mais de metade (58%) relatando aleitamento materno por dois meses ou mais. “Os resultados mostraram que cerca de 1 em 4 mães (23%) que amamentaram durante dois meses ou menos ainda experimentaram dor crônica, no local cirúrgico, 4 meses pós-operatório, em comparação com apenas 8% daquelas que amamentaram por 2 meses ou mais. Essas diferenças foram notáveis, ​​mesmo após o ajuste para a idade da mãe. Outras análises mostraram que as mães com educação universitária eram muito menos propensas a sofrer de dor persistente em comparação com as que tinham menos escolaridade.  Os pesquisadores também descobriram que mais de metade (54%) das mães que amamentaram relataram sofrer de ansiedade”, diz o pediatra, autor do blog #EuApoioLeiteMaterno.

Os autores concluem: "esses resultados preliminares sugerem que a amamentação por mais de 2 meses protege contra a dor pós-cesariana crônica, com um aumento de três vezes no risco de dor crônica se a amamentação for mantida somente por 2 meses ou menos. O estudo fornece outra boa razão para incentivar as mulheres a amamentar. É possível que a ansiedade durante a amamentação possa influenciar a probabilidade de dor no local cirúrgico 4 meses após a operação”.

Atualmente, os autores estão analisando dados adicionais das mulheres entrevistadas, entre novembro de 2016 a janeiro de 2017, que, quando combinados com dados de todas as outras mulheres, mostram que a ansiedade está associada à dor cesariana crônica de forma estatisticamente significante.

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saúde em geral
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